Um dos momentos mais difíceis para um profissional ocorre quando fica desempregado. Como tenho vários colegas que estão passando por isso nesses dias de crise anunciada, relato algumas sugestões que considero válidas, a partir dos momentos em que o desemprego também me visitou:

  • agora você conhecerá os amigos de verdade: não se surpreenda que aquele cara que te chamava para um cafezinho todo dia, simplesmente  desapareça da sua vida! Num primeiro momento, parece ruim, mas acredite, não é, porque ele nunca foi nada seu mesmo! Na minha estatística, restarão 2 ou 3 amigos da empresa anterior, no máximo
  • não torre sua rescisão com bobagens: já vi gente que faz uma viagem para Disney com toda família ou vai à Europa esfriar a cabeça, logo após o desligamento. Não faça isso, afinal você não sabe quanto tempo ficará sem emprego. Sugestão: faça uma viagem tão logo assine contrato com a nova empresa. Aí sim, faz todo sentido!
  • empresa de recolocação é engodo: não contrate! Os caras terão a cara de pau de te enviar vagas da Catho e do próprio LinkediIn como se fossem frutos de ampla pesquisa no mercado! Pura balela! Minha dica é: Catho, LinkedIn, Michael Page, Robert Half e Hays. Talvez, contratar um headhunter indicado por alguém de confiança ajude, mas eu não faria! #ficaadica #seiqueépolêmicomas…
  • não metralhe currículos no mercado: por quê? Porque não adianta nada! Simples assim. É só perda de tempo e de motivação.
  • esteja disponível para ir para qualquer lugar: nesse momento de fragilidade, o candidato está nitidamente em desvantagem, por isso, considere todas as possibilidades. Não acredite em ideias pré-concebidas por gente mal informada. Por exemplo, por que não ir a Manaus? Cuidado para não se achar a última Coca-cola do deserto e ficar desempregado muito tempo, pois a ampulheta está virada contra você!
  • contudo, não aceite qualquer coisa: por uma questão de dignidade própria, não aceite qualquer porcaria, só para ter um emprego. Estabeleça seu mínimo aceitável, e não ceda ao primeiro telefonema.
  • não deixe o desânimo te dominar: o sentimento de que não somos tudo aquilo que achávamos, bate forte! De qualquer forma, a recolocação pode demorar meses e mais meses, e não estranhe o telefone não tocar nenhuma vez durante mais de um mês, por exemplo. Isso acontece! Faz parte. Mantenha a voz firme, o asseio pessoal e a confiança, pois a tempestade passará, e assim como ocorreu comigo, uma ótima empresa com uma ótima vaga sempre surgirá!

É isso aí: fé em Deus e pé na tábua!!!

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