Humilhado pelo entrevistador


Quero compartilhar um evento que ocorreu comigo no ano passado, enquanto ainda batalhava por um emprego. Minha intenção é mostrar como pessoas despreparadas se aproveitam da fragilidade de um candidato, para imporem sua arrogância como entrevistadores.

Eu morava a 650 km de SP capital, quando recebi um telefonema de uma empresa que tinha garimpado meu currículo e queria me entrevistar logo na segunda-feira seguinte. Era sexta-feira e eu deveria viajar no domingo por 8 horas e me encontrar com a recrutadora em uma doceria famosa da capital paulista na primeira hora. Quem está ou já esteve desempregado, sabe do que estou falando: a vontade de voltar ao mercado é tão grande, que não medi esforços para realizar o intento. Contudo, minha jornada de infortúnios acabara de se iniciar.

Fora o tempo de viagem, gastei com combustível e pedágios, e só não gastei com hotel, pois meus pais, coincidentemente, moram na cidade e me hospedaram por uma noite. A entrevista era às 8 da manhã, num dos endereços mais caros de SP. Trânsito indecente e custo dos estacionamentos da região lá na estratosfera. Cheguei bem antes para não me atrasar, mas aguardei no carro até 10 minutos antes do encontro para não demonstrar ansiedade.

Cheguei e não pedi nada, não por falta de vontade, mas é que me recuso pagar quase 10 reais num cafezinho, por melhor que seja. Questão de princípios. E nada da fulana chegar. Quando deu 8:30, não resisti e liguei – lembrando que torrei meus créditos em 1 minuto, pois meu DDD era de fora da cidade. A mulher me falou: “Ué, não é às 9:00?”, com certa indignação. Respondi que não. Tinha um e-mail dela confirmando meu horário. “Ah, tá, to indo então…”. De fato, chegou às 9:10. Atrasada, mesmo no horário dela.

Quando chegou, não tinha uma cópia do meu CV em mãos. Total desprezo e despreparo. Tive que narrar de cabeça toda minha trajetória profissional, com ela anotando aquilo que convinha. Ao final, olhou o resumo feito e me disse: “Puxa, estamos procurando alguém com mais experiência na função”. Eu já estava me controlando para não perder a calma – o mix de sangue espanhol e italiano ferviam dentro de mim – e lhe disse: “Olha, essa informação está descrita claramente em meu CV, logo nas primeiras linhas. Mas, como você parece não ter nem lido, deve ter passado batido…”. Ela me olhou, e tentou disfarçar que já não estava tudo arruinado, e me pediu para fazer uma redação sobre alguma idiotice qualquer, para avaliar alguma outra idiotice qualquer. Claro, era só pró-forma, para fingir que o processo seletivo – que já estava encerrado – ainda continuava. Desejou-me boa sorte, despediu-se e foi atender outro candidato que estava a duas mesas de distância, e ouviu toda minha entrevista em primeira mão.

Não preciso nem dizer o quão revoltado fiquei! O saldo da minha aventura foi:

  • combustível para 1.300 km de viagem: ida e volta;
  • uns 15 pedágios, ida e volta;
  • alimentações durante a viagem;
  • 16 horas ao volante;
  • uns 30 reais de estacionamento, num dos bairros mais caros da capital;
  • alguns reais em créditos de celular;
  • nem um cafezinho para adoçar meu bico, por conta da empresa que me chamou para tamanha pataquada!
  • e obviamente, nenhum emprego!

Até hoje, não me recuperei totalmente do episódio, de tão inconformado com o desleixo e desrespeito comigo candidato. Pensando bem, foi até bom não entrar numa empresa que trata seus ativos dessa forma! Eu não poderia trabalhar com profissionais dessa estirpe.

p.s. quando voltei para casa, achei a presidente da empresa no LindedIn e escrevi toda história para ela. Estou esperando retorno até hoje. Daí, percebe-se qual a diretriz corporativa sobre respeito.

Santa indecência! – diria Robin.

Se você já passou por isso. Manifeste-se nos comentários, por favor.

Eng. William Mazza

*também realizo análises minuciosas de CV e perfil de Linkedin, além de ter bolado a “Estratégia de Recolocação Profissional do WMazza em 10 passos” – Conheça!!

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44 comentários em “Humilhado pelo entrevistador

  1. Eu estou passando por isso. Sei bem como é. Cada entrevista é uma raiva que eu levo para casa. É só decepção e perda de tempo. Não sei que tipo de gente eles querem afinal. Sempre fui honesto, leal, caprichoso, inteligente, de ficha limpa, aí vem um imbecil que mal sabe escrever e me olha como se eu fosse um lixo…e me descarta. É sempre assim. Estou tão desanimado com essa situação, sinto uma angústia…aí aparece um maconheiro cheio de tatuagens falando merda, e eles contratam… De todas as entrevistas que fiz a que mais me deu raiva foi na loja da Hering, chamaram uns cinquenta candidatos para entrevistar, inclusive eu. Depois passei na porta da loja e vi um cartaz dizendo que precisava-se de funcionário. Meu sangue ferveu. Aí entrei lá e perguntei que tipo de gente eles queriam afinal, porque com tanta gente que foi fazer a entrevista, nenhum foi selecionado. E eu disse claramente que não é porque estou desempregado que tenho tempo para perder. Dá vontade de mandar pro inferno !

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  2. Olá, eu também fiquei indiguinada com o processo seletivo de uma empresa de segurança de Mogi das cruzes umas das melhores empresas, Padrão serviços. A senhora que me entrevistou me tratou super mal e com tremenda arrogância que eu nem quero mais ver o nome desta empresa em minha frente o tão triste e deprimida que eu fiquei. Meu sonho era trabalhar nesta empresa mas nunca achei que iria passar por tudo isso e ouvir as coisas que ouvi a meu respeito, lamentável mas sinto vontade de processar a empresa.

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  3. Por coincidência passei pela mesma situação. A diferença foi que o recrutador não tinha nem ganhado a licitação ainda, rs. Hoje eu rio da situação, mas na época fiquei tão chateada. Infelizmente estamos sujeitos a esses tipos de pessoas.

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  4. Quando eu era estagiário e aspirava vagas de trainee, passei por um processo super criterioso, mais de 8 fases. Na fase final , que era a fase de entrevistas, o gerente da área “pescou” na minha frente enquanto eu falava. Me senti humilhado, mas muitos anos depois entendo que minha inexperiência fizeram eu também ter culpa no caso:
    1. ele me convidou para um café antes de iniciarmos, eu achei que era apenas um pró-forma e por estar muito ansioso, recusei.

    2. Hoje, com mais experiência, jamais teria continuado a falar. Teria parado na hora de falar e o convidado para um café e pausa.

    Enfim, gosto de compartilhar essa experiência com todos por entender que às vezes não nos colocamos no lugar do entrevistador. Nesse dia ele deve ter realizado algumas entrevistas, minha entrevista foi após o almoço, horário que bate mesmo um sono se a pessoa passou do ponto na quantidade.

    No seu caso não há desculpa – humilhação, desrespeito efalta de bom senso. Gostaria de ressaltar somente, que esse tipo de prática não acontece somente nesse caso (entrevistador / entrevistado). Vejo muito acontecer também com fornecedores em reuniões com clientes.

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  5. Quando estamos em busca de melhores oportunidades ou mesmo uma recolocação no mercado, somos obrigados a enfrentar situações extremamente desagradáveis, e comigo nao foi diferente. Vou resumir pra não ficar cansativo… Atuava na área de Relações Públicas e era responsável pela Agência Experimental do curso de PP da faculdade que me formei. Surgiu uma oportunidade de Analista de Marketing em uma indústria muito bem conceituada na cidade vizinha a que eu morava e trabalhava. Pois bem, participei de 3 fases do processo seletivo, saí no horário de trabalho para participar das tais entrevistas com Deus e o mundo, gastei combustível, horas de trabalho que tive que repor posteriormente e toda minha paciência. Enfim, fomos eu e um (bom) aluno do curso de PP, no qual eu era sua orientadora na ocasião, para a fase final do processo seletivo. Mais de uma semana se passou e nenhum retorno. Liguei na empresa e pedi uma posição da então Gerente de Marketing (mulher). No mesmo dia recebi um email automático de agradecimento por ter participado do processo seletivo. Fiquei indignada! Liguei para saber por quê não fui selecionada. A resposta foi curta e objetiva: “porquê vc é mulher, precisamos de um homem, pois toda a equipe é masculina e essa era uma exigência da diretoria”. Oi?? Acho que nem preciso dizer o que senti. Indignação foi apenas a primeira das sensações.

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  6. Sei bem o que passou, passei por três meses em um processo seletivo bem confuso, com reuniões com clientes da empresa, confraternização de final de ano deles, e-mail explanando minhas qualificações e aderência ao cargo, preparação de uma apresentação para eles sobre a empresa deles (detalhe: eu que tive que pensar no case) processo longo! Na ocasião da apresentação a dona me fala “eu não me encantei pela sua apresentação! Você não usou um Blazer (calor de 45º do Rio) nem um salto alto”. Bom na semana passada me ligaram e disseram que meu perfil não era bem o que queriam. Isso depois de 3 meses e de “n” solicitações deles. Bem como você disse, foi melhor assim, acredito que eu não me daria bem em uma empresa que nãos abe o que quer. Fica o desabafo!

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  7. Infelizmente existem tantas pessoas despreparadas conduzindo processos de seleção. Algumas são ríspidas e acuam o candidato sem nenhum propósito, outras não se dão ao trabalho de ler as informações dos currículos e por aí vai. Pena, pois perdem candidatos bons.

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  8. Boa Tarde!
    Falta de respeito com os candidatos isso. Venho passando por processos e entrevista no qual o recrutador nem se quer envia um e-mail agradecendo a participação. Isso é uma falta de respeito muito grande, afinal, participamos do processo seletivo acreditando na vaga, as vezes até recusamos outras na esperança da contratação, e nunca mais o recrutador entra em contato.

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  9. Estive lendo os comentarios aqui e gostaria de dizer que passei pelo mesmo, em 2011 tive a oportunidade de enviar um curriculo a uma fabricante de controladores lógicos programáveis CLP’s, com sede fora do pais, mas com base no Brasil na cidade de São Paulo, a qual ja prestava serviço como terceiro. Me enviaram uma passagem aérea de Curitiba a São Paulo, porém, como morava em Maringá na época, não pensei 2 vezes e fui de onibus, por toda a noite, gastei tambem com hotel em Curitiba, e passei pelo mesmo transtorno na viajem de volta. Fui entrevistado por 3 pessoas, Chefe de RH, Serviços e um outro chefão. Me fizeram várias perguntas as quais soube responder com certa facilidade, uma vez que já conhecia bem os inversores de frequencia da marca. Basicamente eu estaria realizando as mesmas atividades como terceiro, porem trabalhando diretamente, com melhores condições de suporte tecnico e financeiras. É claro que eu queria, e muito! Estou aguardando até hoje a resposta, tipo “…olha voce não atende aos requisitos… faltou isso… ou aquilo… ou não acreditamos em vc e em suas capacidades… nada… fiquei noites sem dormir pensando no tão sonhado emprego que nunca aconteceu… liguei algumas vezes mas a resposta era sempre… estamos analisando… a vaga não esta concretizada… bom, ainda bem… isso me deu coragem para levantar a cabeca, seguir em frente e trabalhar com o equipamento da concorrência também, que é importado também, o qual a companhia também tem base no Brasil, porém a mais tempo. Uma empresa é americana e a outra e alemã. Quando possivel sempre recomendo a quem eu conheco no setor industrial que utilizem o equipamento da concorrência.

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  10. Passei por um processo seletivo para Diretor Comercial de uma empresa alemã através de uma empresa de hunting. Fui entrevistado pelo Headhunter, fiz todos os testes, entrevistado pelo CEO e pelo Diretor de RH Brasil e fui ao Rio de Janeiro, no Hotel Copacabana Palace para ser chancelado pelo CEO Mundial. Iniciamos a conversa em alemão e 5 minutos depois começou uma sequência de humilhações e no fim me dispensou. Achei muito estranho e não peguei a vaga. Depois fiquei sabendo que ele me achou um risco para o CEO dele no Brasil e ao invés de dizer isso claramente me tratou da forma mais deselegante possível.

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  11. Willian, há uma forma de tentar impedir que isso ocorra, que é o que faço como Headhunter: tempo maior na entrevista prévia (skype, whatsapp, fixo…) ou triagem, detalhando a vaga e ouvindo alguns pontos cruciais da carreira do candidato. Sempre digo ao profissional que isso é pq respeito o tempo dele (e expectativa) e valorizo o café (sim, eu pago o café…, é o mínimo né?). Posso saber que empresa foi? Servirá de alerta para todos.

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    1. Oi Sandra! Admiro profissionais sérios como vc e outros com os quais já topei por aí. Sem duvida esse caso foi uma triste exceção. A empresa não era de hunting, mas a despreparada era do RH da empresa. Prefiro manter o nome em oculto.

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  12. Olá,
    Sou recrutador e lamento que tenha passado por essa situação.
    Só espero que não julgue todos os profissionais dessa forma, afinal existem profissionais bons e ruins em todas as áreas.
    O processo seletivo é uma parceria entre recrutador e candidato, as informações devem estar claras para ambos (sempre).
    Poderia citar aqui diversos casos de candidatos que agiram de “má fé” também durante o processo, mas seria anti-etico de minha parte e acredito que existam candidatos e candidatos.
    Boa sorte em seus proximos processos.

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  13. Há um sério problema no mundo, mais especificamente, no Brasil. Este problema se chama o MEDO de dizer “NÃO”. Muitas vezes a pessoa/profissional não está/nasceu preparada para saber informar algo negativo. Parece que o “Não” é um dragão de 7 cabeças. Na minha experiência de mercado, profissionais de RH são muito mal preparados. Alguns nem fazem questão também. Acham que, por serem aqueles que avaliam primeiramente o candidato, podem conduzir da forma que lhe acham conveniente. Claro, toda regra tem sua exceção. Mas no caso do RH, a frequência da exceção é bem menor. RH mau preparado pode “queimar” uma empresa inteira.

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    1. Há profissionais bons e ruins em todos departamentos das empresas. Certamente, ao menos para os candidatos a emprego, o RH é a face mais visível e qualquer problema se escancara logo de cara. Também há empresas e empresas , e RHs e RHs.

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  14. Percebe-se que quem está do outro lado da mesa, Recrutador(a), ou falta preparo ou mesmo “empatia”,afinal quem está me avaliando não é um robô. Incluí me currículo em vários sites de emprego, participei, ultimamente, de dois processos de seleção. Em um cheguei até o processo final mas já se passaram 3 meses e se quer recebi “Você não preencheu os requisitos solicitados pela empresa” fiquei sabendo que contrataram uma pessoa da concorrência para a vaga. No outro processo seleção a entrevista até pareceu “Déjà vu”, mesmo esquema, não contive meu sorriso. Até o momento recebi apenas um e-mail informando que o processo de seleção está parado, talvez retomem 2017 e eu já esteja efetivado e feliz! Tudo na vida eu levo como aprendizado, coloco me no lugar do outro, sobretudo quando “o outro” está em desvantagem neste mundo tão competitivo e capitalista.

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  15. Lá vai uma das minhas.
    Sou engenheiro mecânico com vasta experiência em vendas de tubulações industriais. Tubos para: Água, Óleo, Vapor, Ar comprimido, Combustíveis e demais fluidos que possa existir dentro de uma industria. Mas, sempre atendi e vendi tubos para aplicações em industriais, muitas vezes quilômetros e quilômetros de tubos e conexões. Apareceu uma oportunidade em uma empresa de tubo de PVC. Eu mandei meu CV, apenas por instinto. O pessoal do RH dessa empresa me ligou e ficamos mais de 45 minutos em uma entrevista. Passou-se o tempo, foi agendada uma entrevista com o requisitante da vaga. sai de São José dos Campos/SP e fui para Sumaré fazer a entrevista. Gastei mais de R$400,00 em pedagio, gasolina, refeição e outros.
    Chegando na hora da entrevista, entrei sentei na frente do requisitante, explanei todo o meu conhecimento sobre tubulações e ele me falou sem rodeios:
    – Eu prefiro alguem que seja Engenheiro Civil, não quero pegar Engenheiro Mecânico.
    MEU DEUS!!!! O TITULO DO MEU CV ERA ENGº MECÂNICO.
    Deu vontade de falar: – Cara, Você não leu o meu CV? Eu sou Engº Mecânico. Tá na 1ª linha. – Por que mandou me chamar então?
    Levantei e fui embora.

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  16. Comigo já aconteceu 2 vezes. Uma vez, fiz uma entrevista onde tinha passado pela primeira fase. Na segunda fase a recrutadora disse que daria a posição em menos de uma semana. Fez um mês e ninguém me ligou, liguei para a empresa e a mesma só me deu desculpas, dizendo que o presidente não estava com tempo para avaliar a posição sobre o contrato. Passou mais tempo e eu liguei, me deram a mesma resposta. Sem firmar a posição da empresa. Já se passou mais de 1 ano e nem um email enviaram pra mim. Outro caso foi um entrevistador que pediu para decifrar problemas malucos matemáticos, só que nada tinha haver com a vaga proposta. Pediu os CRs de cada um e ficou palpitando sobre quem seria mais inteligente baseado nos Crs. Sem dizer que o tempo todo ele falava palavrão e se mostrava nervoso. Por fim, saiu da sala e disse que quem tivesse a respostas das perguntas era só colocar no papel que depois quando ele tivesse tempo iria ver quem tinha feito e quem não sabia, era só deixar o papel na mesa e ir embora. Detalhe, isso tudo era para trabalhar em um escritório de uma pizzaria. Acredite se quiser……

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  17. Já passei por muitos processos ruins e em locais distantes. Lamento de verdade que selecionadores despreparados atendam candidatos, que chamem para entrevista e reprovem por algo que estava no CV, que se atrasem e mal olhem na cara, ou que ainda externem aspectos que podem ser passíveis de processos: “vc é mulher”, “vc tem filhos”, “vc está velho”, “vc é fumante”… Tentamos mudar essa situação a cada treinamento… Mas não me preocupo com eles no momento de crise, e sim com os candidatos. É muito importante que saibam que nem todo selecionador é assim, e que vão à entrevista desarmados. Sempre acabamos pegando candidatos resistentes, antipáticos, cansados de fazer entrevistas que não dão em nada… Eu entendo, mas nem todos entendem. Peço que, a cada entrevista, o candidato também não generalize o RH. Que venha com disposição para mostrar seu potencial, para transmitir isso ao selecionador. E se ele não perceber, porque está cego e surdo procurando não se sabe o quê, é como foi dito no texto: sorte sua que não entrou nesta empresa que já começa errando com quem nem funcionário dela é.

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  18. O que mais existe no mercado são essas mazelas com relação aos candidatos.
    Já passei por situações parecidas, claro que gastando bem menos do que você, mas já me vi em situações de ter que viajar por kilometros para uma entrevista ou tomando chá de cadeira para ficar menos de 5 minutos sendo entrevistado, ou então, situações mais bizarras, como o entrevistador perguntando se eu sempre fui gordo ou chorando durante a entrevista (nesse caso eu já conhecia o cara, era um ex-chefe, mas mesmo assim foi bizarro).

    Eu já estou meio vacinado quanto a isso, claro que é chato, mas na maioria dos casos, esse tipo de coisa vai acontecer.

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  19. Comigo ocorreu algo similar com relação a desrespeito, porém não gastei tanto. No meu caso, a situação ocorreu na última fase com o Diretor Industrial. Detalhe: a recrutadora viu meu currículo em algum site, conversamos bastante, ela pareceu-me amistosa e insistente para que eu participasse do processo seletivo. Esperei uns 02 meses para poder chegar a fase de falar com o diretor, tinha até perdido a esperança na vaga. A primeira coisa que ele falou para mim foi: “Você é mulher!”. “Uma menina”. E não respondeu ao meu bom-dia. Senti que isso era muito ruim, não deu outra. O currículo estava sob a mesa, o vi e após esse primeiro diálogo, ele o pegou e o colocou de lado e apenas pediu-me para que eu falasse sobre minhas experiências. Foi a entrevista mais rápida que já passei. Mal falei da minha última experiência, já que ele se apegou totalmente ao fato de eu ser mulher e de não ter uns 40 anos, eu acho. Quer dizer, além do tempo que esperei pela agenda da criatura e 1 hora e meia de espera no escritório, ainda passar por uma dessas… Por fim, até hoje não recebi o “NÃO” explícito. Acho que a recrutadora deve ter sido chamada a atenção por ele, não sei, porque nunca recebi feedback. Claro que perdi toda a credibilidade que tinha na tal empresa, que aliás, conhecia por boa reputação.

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  20. Comigo aconteceram várias situações ruins… Relato uma chamada para entrevista a uma empresa terceirizada aqui da região de Cubatão/SP. Havia mandado o currículo para uma vaga, no qual meu perfil se encaixava nos requisitos. A base da empresa era no cliente e conforme eles marcaram a entrevista, fui até lá. Chegando na portaria da indústria, começou a “boa recepção”… O horário agendado eras às 08:00h e cheguei com 20 minutos de antecedência. Fiquei até as 09:00h aguardando fora da portaria, isso mesmo! estava chovendo e fazendo frio no dia. Depois da receptividade “adequada”, me chamaram e fui ao escritório e ainda aguardei por mais 15 minutos.
    Adentrando na sala, estava o responsável do setor e a psicóloga e começaram a entrevista. Do que era para ser um processo seletivo com o intuito de avaliar o perfil profissional, começaram a perguntar da minha vida, muito além do lazer e família: Se eu bebia, como não gosto de bebida alcoólica, começaram a me questionar, como se fosse anormal isso. Perguntou se eu estava estudando, respondi a graduação e de imediato me respondeu: talvez essa graduação não sirva pra cá! me perguntou o nível de Excel, eu respondi quais as funções que sabia executar, bem como os projetos que desenvolvi e de retorno ouvia: “Aqui você vai reaprender” e que “lá a pegada é diferente”, isso sempre com risos deles. Mais parecia uma seção de stand up do que entrevista de fato.
    Após a dita entrevista, me mandaram para uma sala com trecos para fazer uma prova. para terem ideia, estava cheia de cadeiras velhas, toda empoeirada e a mesa que estava tinha outra acima dela. Pude usar somente a ponta da mesma para fazer a prova. Concluído o passo, simplesmente me falou que havia finalizado e que poderia ir embora. O feedback foi dado 2 semanas depois que eu mandei um e-mail perguntando do que havia dado.

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  21. O que não nos falta são casos. Fui convocada para uma vaga que exigia Excel avançado e eu que não sei mentir ou enrolar fui categorica em dizer que não tinha Excel avançado. A recrutadora me disse que mesmo assim meu CV era ideal para a área comercial que procuravam. Ainda perguntei novamente sobre o Excel e ela tornou a dizer que era para eu ficar tranquila que seria nível usuário. Lá fui eu tbem, numa região caríssima de São Paulo, a recrutadora se atrasou pediu que eu fosse almoçar (mais grana para o almoço ). Na volta me entrevistou, sorriu, disse que eu era ótima e que eu iria fazer um teste de Excel numa outra sala. Já tremi na base. Não saber algo não é pecado algum, mentir creio que é. O teste consistia em um balanço de um evento beneficente com valores, lucros, quantidades de comida por pessoa e por aí vai, com um estagiário segurando um cronômetro atrás de mim. Até hoje não entendi o porque disso!
    Claro que não entrei para a vaga.
    Na mesma semana me matriculei em Excel avançado no SENAC. ProcV ProcC e tabela dinâmica entraram para meu hall de conhecimento.
    Mas até hj fico indignada com aquele dia.

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  22. Bom dia a todos , estou a 2 meses desempregado sou analista de sistemas e desta vez estou sentindo na pele a “porcaria de Pais que vivemos “, em 2 meses me chamaram somente duas vezes , uma a resposta foi seu curriculo e muito bom para que o precisamos e a outra nao deram resposta , poxa se voce manda o curriculo eles tem que ler bem e entender e nao esperar que voce se locomova ate o lugar explique tudo que ja esta no curriculo e depois fale que seu curriculo e mais do que eles precisam , esta resposta me deixou realmente indignado , ja tinha ouvido que as vezes nao tinhamos as experiencias necessarias mas ao contrario nunca, e aquilo voce manda curriculos todos os dias e o telefone nao toca , somente a fe e a paciencia tem que andar juntos .

    boa sorte a todos

    Douglas

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  23. Boa tarde!

    Ocorreu algo parecido comigo, porém fui efetivada na .
    De início, a entrevista estava marcada para as 8 da manhã, porém o engenheiro responsável só chegou as 9. Quando liguei para o setor responsável para perguntar o que havia acontecido, já que haviam se passado 30 minutos e não havia chegado ninguém a empresa, disseram-me por telefone que eu havia me precipitado e que ninguém mandou chegar cedo…

    Fui efetivada. As horas extras, que foram acertadas na entrevista ocorria de acordo com a empatia e seu grau de obediência ao dono da empresa: o funcionário era obrigado a ir as festas promovidas por ele e sorrir para que o mesmo mostrasse as fotos aos seus clientes ( relato do próprio dono e política da empresa ), fora outros descasos ocorridos e que eram comuns ( conversei com ex-funcionários a respeito e me confirmaram que acontecia o mesmo com eles… E até coisas piores! )

    Hoje, recentemente desligada desta empresa, aprendi a avaliar a não me deixar levar pelo desespero em estar desempregada. Que a recíproca do profissionalismo deve existir, e não só vir do candidato, como muitas empresas ainda fazem.

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  24. Bom….comigo foi o seguinte. Eu faço estágio em área pública, preciso urgente de emprego. Foi aí que assinei a Catho. Não vou mentir, apareceram oportunidades e numa dessas apareceu de uma empresa no centro de SP. Achei legal e fui conferir….chegando lá a moça disse que teríamos de preencher uma ficha (com todos os dados que tem no CV + alguns dados idiotas), enfim…..depois mandou fazer uma prova de raciocínio logico e português…detalhe, queriam que fizessem em 10 minutos…..e + uma redação ._. depois disso, disseram que quem passasse na segunda fase, seriam chamados, eram 3 fases ridículas, pra receber mil de salário kkkkk daí na segunda fase…fiz um teste no PC e uma entrevista…passei, na terceira, fizeram uma dinâmica em grupo….ridícula por sinal. Adivinha quem eles contrataram? A menina mais jovem e que falava gírias…eu não acreditei….ridículo uma coisa dessas…parece mentira, mas foi assim msmo -.- queria entender a forma que escolhem as pessoas..pq não dá pra entender

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