Por muitos anos, desde a infância, eu ouço que todas as atitudes que tomamos frutificam-se, que funcionam como uma bola que jogamos contra uma parede. Essa reação será mais fraca ou mais forte, tudo vai depender de qual intensidade você quiser colocar.

À cada dia essa informação, que a mim sempre foi duvidosa, tem sido cada vez mais convincente: de que toda atitude tem um retorno.

Tenho me convencido que essa espécie de lei da reação pode nos proporcionar momentos muito bons ou muito ruins, e isso vai depender de qual lado da balança iremos nos posicionar.

É fato que, quanto melhor você for a quem está próximo, mais bem tratado seremos. E mesmo que isso seja feito a alguém estranho, o universo irá encarregar-se de devolver aquilo que você produziu.

E com raras exceções, daqueles que apenas levam da vida as coisas ruins, ou aqueles que apenas precisam viver de suas energias boas, esse reflexo vai estender-se àqueles que você vai chamar de amigo.

Perceba, amigo leitor, como isso nota-se principalmente com quem você convive. É no ambiente dos que o cercam que percebemos em quem deveremos confiar. E algumas amizades que lhe parecem verdadeiras podem sempre lhe surpreender. Essa confiança talvez seja a única das atitudes que não vai trazer-lhe o retorno necessário.

O resultado pode ser trágico caso isso aconteça. Pode te levar de volta ao ponto de partida da vida, ou a repensar todas as atitudes que tomamos até aquele momento. Não que isso signifique que devemos ser falsos.

Já a sinceridade é uma coisa que vai produzir algo positivo, em partes. Deve ser administrada com cuidado, existe uma linha muito tênue entre o mentiroso e o super sincero. A ponderação correta vai produzir algo perfeito em uma vida tão longa: confiança.

Se você acertar em cheio em quem confiar, que possa chamar de amigo, parabéns! Poderá pedir ajuda a qualquer momento, vai receber um afago, ou um telefonema de longe apenas “porque sim”, e vai morrer de saudades quando lembrar de um momento ou alguma coisa que possa lhe agradar, mesmo que não esteja nem um pouco perto.

Por isso, antes de qualquer atitude extrema, boa ou ruim, antes de abrir seu coração, ou de confiar tudo o que temos – nossas vidas – olhe-se no espelho. Interprete aquilo que você verá diante de seus olhos como aquela pessoa que você gostaria de conviver. Pondere se você deve chamá-la de amigo, e tenha certeza de que você verá o que ela vai te devolver.

E assim mediremos com qual força a bola da vida que você vai jogar voltará para suas mãos.

Que esteja no seu controle.

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