Persistir ou desistir?


Eu sei que está difícil! As notícias sobre a economia são desanimadoras, as empresas continuam fechando postos de trabalho e não há perspectiva de melhora num horizonte conhecido. Nesse cenário, só há duas opções: persistir ou desistir!

Desistir. Você cavouca vagas o dia todo. Fuça, fuça e fuça o Linkedin para ver as novidades do dia, mas tudo parece muito igual a ontem, e a antes de ontem. As mesmas vagas de sempre, e pior, cada dia curtidas e comentadas por um número cada vez maior e assustador de pessoas. Algumas vagas tem mil candidatos! Está mais difícil que o mais temido concurso público. Estressante também é perceber que são pessoas do Brasil inteiro, com diversas experiências e as melhores formações, concorrendo às mesmas vagas que você! É bastante preocupante mesmo! E nada motivador. Mesmo assim, eu pergunto: vai desistir? Vai abrir mão em nome de outra pessoa? Não acredito nisso!

Persistir. Deixa eu dizer algumas palavras de motivação:

  1. Quantidade não é qualidade. Mil candidatos a uma vaga é um número totalmente ilusório. 95% não têm a mínima chance de seguir no processo seletivo: ou por estarem fora do perfil, ou por não apresentarem algum pré-requisito fundamental, ou por não terem a experiência requerida, ou por morarem muito longe de onde a vaga está locada, enfim, por um monte de razões sobram poucos candidatos com chances reais de realmente de conseguir o trabalho! Você pode estar entre os 5% restantes!
  2. Alguém deverá ser contratado. Toda vaga terá um felizardo contemplado. Por que não você?
  3. O mercado está girando. Claro, numa velocidade muito menor que a poucos anos atrás, onde vivíamos a ilusão do “pleno emprego” (sinceramente, nunca acreditei nisso!), mas ainda há muita atividade nas empresas e as vagas continuam nascendo e sendo preenchidas todos os dias.
  4. Se nem você acredita, quem o fará em seu lugar? O princípio básico é você ser o maior promotor de você mesmo, afinal, ninguém mais te conhece melhor, e sabe de suas capacidades e qualidades! Se nem você acredita em seu potencial e habilidades, certamente, não será o recrutador que irá fazê-lo!
  5. O fator sorte conta muito. Arrumar emprego não é ciência exata! Vejo todos os dias nos meus contatos, muitas pessoas com currículos invejáveis patinando nos processos seletivos, enquanto outros menos preparados (na minha opinião, claro…) têm conseguido seu lugar ao Sol.
  6. Oportunidades surgem do nada. Muitas vezes, o desânimo dá lugar à esperança num piscar de olhos! O telefone ficou um mês sem tocar, mas de repente, alguém liga atrás de você com uma oportunidade real e pronto! O que parecia impossível, tornou-se realidade! Acredite, isso acontece!

Viu só? Apresentei várias razões para você persistir na árdua luta por emprego! Pode ser com grande sofrimento ou com grande expectativa. Vai de você controlar as emoções e perceber que o mundo não acabou!

Keep the Faith! (Mantenha a fé!)

1

Eng. William Mazza

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2 comentários em “Persistir ou desistir?

  1. William, costumo dizer que desistir é um “luxo” que não se pode ter, quando se trata de trazer o sustento pra sua família. Permita-me discordar de você em um ponto. Com relação ao número de candidatos por vaga, creio que na grande maioria das empresas, isso é um dificultador enorme, pois não acredito que se tenha estrutura para avaliar todos os candidatos, e quando o recrutador encontra os primeiros 10 ou 20 que se encaixam na vaga, os demais vão “pra geladeira”. Por isso digo ser contra quem se candidata mesmo não preenchendo os requisitos na totalidade. Na minha opinião, mais valioso que motivar as pessoas a não desistir, é motivá-las a enxergar outras formas de trabalhar, sem depender de estar formalmente registrado como CLT. O momento é muito mais propício para se trabalhar por conta, como prestador de serviços, por exemplo. Ser um prestador de serviços ou consultor, desonera as empresas, e as oportunidades de ganho são muito maiores. O problema é que a grande maioria das pessoas estão “presas” a um pensamento que não se encaixa no momento atual, e não conseguem elaborar o famoso plano B, que lhe permita trabalhar por conta própria, muitas vezes fora da sua área de atuação. Vi diversos exemplos de pessoas se adaptando à essa nova realidade… eu sou exemplo vivo! Forte abraço.

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