A recente nomeação da equipe ministerial do presidente em exercício Michel Temer suscitou uma discussão importante, mas que, para variar, é realizada de maneira pobre e repleta de ideologias baratas: a questão da participação igualitária entre homens e mulheres em cargos de liderança e gestão. 

Em pleno século XXI, uma equipe de governo não apresentar uma única mulher em sua composição é mesmo de se estranhar. Certamente, não é coincidência. Reflete a mentalidade conservadora e retrógrada da conhecida e arcaica elite nacional. Como a população é praticamente meio a meio em números de homens e mulheres, seria de se esperar essa proporção respeitada numa composição de governo, que provém dessa mesma população e pretende atuar em seu favor. Foi um péssimo recado inicial!

Agora, a discussão é muito pobre se ficar pautada apenas em dados estatísticos. A medonha equipe ministerial da presidente afastada Dilma Roussef é prova viva de que montar equipe mista, entre homens e mulheres, não garante nenhum bom resultado. Pelo contrário, o desastre no qual aquele time, que está menos para S.W.A.T. e mais para Loucademia de Polícia, colocou o país, evidencia que não é só misturar sexos para ter garantias de sucesso. A questão, obviamente, não está ligada a ser homem ou mulher, mas sim, a ser competente ou não, independente do sexo!

Os dois extremos estão equivocados: indicar apenas homens (como fez Michel Temer) – mesmo que todos competentes – mostra falta de capacidade em enxergar competências em mulheres tão gabaritadas quanto quaisquer homens para as mesmas funções. Entretanto, fazer um mix entre homens e mulheres (como fez Dilma Roussef) – nitidamente para fazer agrados políticos e sem qualquer preocupação de competência técnica – também não adianta nada, pois os incompetentes quebraram o Brasil!

A solução, a meu ver, é despreocupar-se com questões de gênero e raça! Pouco importa se é homem, mulher, branco, amarelo, negro, pardo, indígena, doutor, bacharel, economista, empresário, etc. O que vale mesmo é a competência para realizar o trabalho a que se destina. E é claro que, naturalmente, a miscelânea e a diversidade – evidentes na sociedade brasileira – irão se refletir em qualquer grupo formado para dirigir equipes ministeriais ou outras que apareçam!

Não vamos cair na conversa fiada de nenhum dos dois lados, pois quem sofre as mazelas, como sempre, é a combalida população brasileira! Vamos exigir pessoas competentes para tirar o país do lamaçal! Não pode haver nada mais importante para agora.

Eng. William Mazza

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