O candidato que toda empresa quer


Não tem jeito: sempre haverá mais candidatos do que vagas! Em tempos de crise então, nem se fala! Goste ou não, é uma competição acirrada. Dessa forma, quem adotar a melhor estratégia estará à frente dos demais. Deixe-me ajudar com alguns conselhos.

A vaga de trabalho é aberta, e em poucos dias centenas de pessoas se inscreverão. Isso cria a falsa impressão de que é impossível ser o aprovado. Contudo, não é verdade. Alguém irá conseguir. E o que esse alguém faz ou tem que o coloca em vantagem?

Primeiro, o currículo do aprovado não é mais do mesmo. Impressionante como as pessoas não percebem a fraqueza de seus currículos ou perfis do Linkedin. Uns escrevem verdadeiros romances. Não escapa um detalhe. Precisa dizer do relatório que fazia quando era estagiário, até o curso de auditor interno de ISO 9001, mesmo trabalhando com contabilidade. Outros, porém, simplesmente não têm o que dizer, pois suas experiências profissionais foram muito pobres. Difícil encontrar um profissional diferenciado.

Eu diria que a maioria absoluta de quem escreve currículo, faz uma lista de atividades que fez e diz saber fazer, mesmo que não queiram dizer muita coisa:

  • preparação de relatórios
  • organização de documentos
  • fortes habilidades interpessoais
  • domínio do pacote Office
  • análise de dados
  • experiência em apresentar palestras, e por aí vai.

De certa forma, todo mundo que trabalha faz um pouco de tudo isso. É difícil, apenas com poucas palavras, adivinhar quem realmente domina os conteúdos descritos de maneira específica, de modo que possam ajudar o empregador a resolver seus problemas. Eu já disse mais de uma vez, que o ideal é deixar que seus resultados atestem sua competência. O resto é só blá-blá-blá que todos escrevem. Por isso tantos CVs são iguais e o recrutador destina a maioria para a lixeira!

Outra característica de quem é aprovado em processos seletivos, é que eles conseguem mostrar que podem resolver os problemas das empresas contratantes. Conhecem os enroscos de suas áreas de cor e salteado, e já nos seus currículos descrevem suas habilidades, citando especificamente como já resolveram essas situações no passado. Sabem o “calcanhar de Aquiles” do departamento, e se aproveitam disso mostrando que trarão soluções mais efetivas e baratas, de rápida implantação.

Outro fator do candidato bem sucedido é que ele não se inscreve em vaga que não tem nada a ver com ele. Quem não quer trabalhar numa grande empresa? Dá vontade de trabalhar em qualquer área, desde que seja na empresa X! Nessa ânsia, muitos pecam quando não cumprem os pré-requisitos básicos de vagas e acabam barrados em alguma etapa do processo seletivo. A verdade é que sempre haverá um candidato tão bom quanto você, que preencherá justo aquele quesito que você sabia que não tinha, mesmo assim arriscou.

O candidato a ser aprovado faz uma enorme varredura da empresa-alvo. Gasta horas analisando tudo que encontra pela frente, referente ao destino de onde quer trabalhar. Não faz o trivial de apenas ler aquilo que está no site da companhia. Até o candidato mais despreparado faz isso! Fuça notícias em mídias impressas, sites de jornais especializados, revistas de negócios, agências de notícias internacionais e até perfis de ex-funcionários em redes sociais. Também encontra os perfis do Linkedin dos principais executivos da empresa, e traça paralelos entre o seu e o deles. Idade média, tempo de empresa, países de origem, enfim, tudo que sirva como diferencial competitivo, que soe bem aos ouvidos dos recrutadores mais exigentes.

Outra dica fundamental, é encontrar tudo a respeito de seu futuro chefe na internet. Pelas redes sociais, é possível destrinchar quase tudo sobre quase todo mundo. Em termos de empatia, já pensou falar sobre cavalos com alguém cujohobbie seja exatamente esse? É do ser humano identificar-se ou não com certas pessoas. Seus concorrentes podem até ser melhores formados que você, estudado em universidades mais renomadas e falar três idiomas, mas o futuro chefe pode decidir em seu favor apenas pela sua afinidade com ele. Não desperdice a oportunidade, querendo esbanjar conhecimento técnico, pois ninguém quer um computador trabalhando ao lado, mas sim, um ser humano de carne  e osso. Pense nisso!

#ficaadica

Eng. William Mazza

*também realizo análises minuciosas de CV e perfil de Linkedin, além de ter bolado a “Estratégia de Recolocação Profissional do WMazza em 10 passos” – Conheça!!

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15 comentários em “O candidato que toda empresa quer

  1. Gostaria de uma orientação.
    Estou totalmente perdido
    Já mudei meu currículo várias vezes e não obtive resultado
    Uma análise no meu perfil do Linkedin também seria uma ótima ajuda

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  2. Me desculpe mais esse texto não anima ninguém a melhorar, o que ocorre é que as vagas oferecidas não condizem com o que realmente estão precisando ex: preciso do cara que sabe tais coisas, um monte mesmo quando vc entra não faz nem a metade do que pediram. Os candidatos não sabem o que vem pela frente na hora de mandar currículo por que as empresas não expõe suas dificuldades e o que o candidato vai de fato preencher e com qual atividade. então por isso que u vejo que as pessoas preenchem suas experiências pessoais de carreira nos currículos para ver se a empresa já que não explana o que realmente precisa aproveita alguma experiência anterior do candidato em suas atividades que lhe interessa no momento não vejo nada demais nisso.

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  3. Se o candidato deve se tornar um investigador, como sugerido no texto, então algum empreendedor vai transformar isso em negócio. Mas essa de afinidade seria como naqueles casos em que a incompetência é promovida (para os já empregados) porque alguma chefia acha fulano (falador) um destaque em detrimento a quem mostra o potencial nos resultados. Então os preparados seguem a sua carreira, rumo a outras oportunidades e a empresa fica com os superficiais. E depois reclama porque está perdendo eficiência.

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