Sempre atribuímos más intenções aos outros, imaginando possuirmos condutas irrepreensíveis. Acontece que quando o assunto é assédio moral, muitos não enxergam o quanto assediam pares, colegas e subordinados! Ah, não concorda? Veja, então, se passa em branco pela lista abaixo: 

  • Fulano não é funcionário… é só um ‘terceiro’…” : é muito comum funcionários de empresa tratarem contratados terceiros como trabalhadores de segunda linha ou de baixo escalão. Que bobagem!
  • Isso é coisa de boiola, rapaz, vira homem!” : o preconceito sexual é tão forte, que as palavras saem com tanta naturalidade, que muitos pensam que isso não é assédio moral. Mas é!
  • Vai sair de férias? De novo? Não tem serviço lá no seu departamento?” : férias é direito constitucional, não sinônimo de vadiagem! Tirar férias é necessidade de qualquer trabalhador. Larga mão de ser chato!
  • Estagiário só faz coisa errada mesmo!” : destratar estagiários é super comum. Quem já foi, sabe como é. Pensam que você é fraco só por não ter experiência. Eu tenho dó de quem faz o mesmo trabalho a 40 anos, não do estagiário. Cuidado, hein? Vai que ele se torne seu chefe!
  • Fulano é um dinossauro!” : quem chega agora na empresa não tem ideia de tudo que foi feito antes da sua chegada. É fácil criticar os funcionários antigos, mas será que você conseguirá ter tanto tempo de casa como eles?
  • Ciclana só chegou lá por ser bonita” : é vergonhoso desqualificar a competência profissional de mulheres que sobem na carreira, alegando que para chegarem longe precisam necessariamente seduzir os superiores hierárquicos! Lastimável!
  • Não faço trabalho de peão!” : normalmente, aqueles que ocupam o degrau mais baixo da cadeia hierárquica são tratados pejorativamente como “peões”, ou seja, seres de nível inferior, da subclasse. Uma pena, pois nem todos têm as mesmas oportunidades na vida. Muitos vieram da mais absoluta pobreza e trabalham duro para conseguir seus salários, e ainda são tratados com tanto preconceito. Já conheci diretor que veio do chão de fábrica. Respeito é bom e todo mundo gosta.

Há muitas outras frases e situações vivenciadas, como gritar e bater a mão na mesa. Outras, inclusive, até mais pesadas ainda, mas o mais importante é fazer auto avaliação e verificar a quantas anda sua postura, principalmente quem ocupa cargos de gestão de pessoas. O assédio moral é do ponto de vista de quem sofre, não de quem pratica. Então, não adianta achar que se para você estiver tudo bem, que não houve assédio moral. Não! É preciso analisar na perspectiva do outro, daí a dificuldade. Pense nisso e, se necessário, reveja seu comportamento profissional.

#ficaadica

Eng. William Mazza

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