Feriados são importantes para celebrar eventos do passado, infelizmente com o tempo, o significado dessas datas se perde, e importa apenas saber quando será a próxima ida à praia. Uma pena, pois no mundo globalizado e competitivo de hoje, quaisquer custos a mais podem fazer a diferença entre produzir aqui ou em outro país.

Quem é que comemora o Dia da Independência? E a Proclamação da República? Não digo que não foram dias importantíssimos, mas precisa mesmo parar o Brasil inteiro para isso? Já somos republicanos e independentes há tanto tempo, que não entendo a necessidade de tanta pompa. Tem mais: desafio um cristão a me dizer o significado de Corpus Christi sem procurar no Google a resposta! Claro, para os cristãos a Sexta-feira da Paixão e Natal são relevantes, mas nesses dias quem realmente está comemorando o significado puro que motiva o feriado? E o dia de Tiradentes, por que precisa ser feriado? Não poderíamos homenageá-lo aos terceiros domingos de Abril?

Isso sem falar nos feriados estaduais e municipais, que muitas vezes a maioria nem entende o que se comemora. Faça um teste: pergunte a algum amigo de São Paulo o que é celebrado no dia 9 de julho! Como paulista nato, eu garanto que nem metade sabe explicar com convicção.

Feriados custam caro para o Brasil. Quanto menos dias úteis no mês, menos se fabrica, menos se vende, menos negócios são fechados (exceto na sorveteria!). Claro, quem não tiver opção terá que pagar 100% a mais para cada funcionário que vier trabalhar. Com isso, o lucro cai, recolhem-se menos impostos e o país inteiro perde. Dias sem produção, são dias com menos riquezas geradas. Com menos riquezas a nação atrai menos capital e investimentos. Com custos mais elevados de produção o Brasil perde em competitividade. Menos competitivo, a matriz que poderia abrir mais uma empresa por aqui, escolhe outro local. Pronto! O ciclo da pobreza está devidamente retroalimentado.

Nunca havia pensado nisso? Pois é. O descanso é gostoso, mas custa caro! Se pelo menos dedicássemos as datas comemorativas para o valor que elas têm, seria menos dolorido pagar a conta. Agora, o pior é como está hoje: sem significado algum e improdutivo para o país. Esse é o pior dos mundos.

Eng. William Mazza

 

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