Muitos têm me perguntado a respeito da nova moda do LinkedIn: o tal do currículo com design inovador. Vale a pena adotar o novo estilo? Pega bem ou pega mal? Aumenta a chance de recolocação? Não ficarei em cima do muro, e direi o que penso a respeito.

Toda decisão traz vantagens e desvantagens, e optar pelo novo pode significar correr riscos e também criar oportunidades. Eu aconselho o novo formato para os seguintes casos:

  • empresas de publicidade e propaganda
  • escritórios de arquitetura
  • start-ups e empresas de tecnologia

Entretanto, desaconselho para outros setores:

  • bancos
  • empresas de auditoria
  • indústrias
  • escritórios de advocacia

Por que aprovei a primeira lista, mas reprovei a segunda? Muito simples: naquelas a criatividade profissional não só é bem vista como é pré-requisito de trabalho. Nessas, porém, executivos preferem um tom mais formal, e podem não apreciar a ousadia visual do CV inovador.

Também desaconselho para profissionais seniores e de alta gestão, pois considero muito arriscado querer parecer ousado em posições estratégicas que podem não combinar com a política da empresa, ou possa assustar acionistas e membros do conselho administrativo.

Agora, o mais importante: sim, eu acredito que aparência é importante! Um currículo bonito e bem elaborado – sendo inovador ou tradicional – sempre é importante para abrir portas no mercado de trabalho, contudo, nada substitui o bom conteúdo! De nada adiantará um CV moderno, lindo e inovador se não revelar um ótimo profissional, que traz resultados concretos por onde passou, e brilha os olhos de quem procura alguém para solucionar problemas reais.

Eng. William Mazza

 

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