De todas justificativas para não contratar alguém, essa me parece a pior de todas, pois assume-se que um ótimo candidato não está nos planos da empresa. Por que isso ocorre?

Um contrato de trabalho é celebrado entre duas partes, ao mesmo tempo em que pode ser encerrado por qualquer uma delas, a qualquer momento. Dito isso, pergunto: faz sentido recusar um bom profissional para uma vaga, por ele ser mais qualificado do que o esperado inicialmente? Se estiver disposto e ciente das condições e mesmo assim aceitá-las, não é um ótimo negócio para a empresa poder contar com alguém melhor do que o pretendido?

Também não aceito a criação de vagas medíocres. Não consigo imaginar uma empresa buscando um profissional mais ou menos para uma oportunidade também mais ou menos! Que coisa mais esquisita! Sempre que abro uma vaga de trabalho quero encontrar o melhor profissional disponível! Ah, mas e se ele falar 3 idiomas, e tiver feito MBA no exterior, ou ainda tiver mestrado ou doutorado? UAU!!! Melhor ainda, eu estenderia um tapete vermelho para um candidato desses.

Outro argumento talvez seja: “Ah, mas ele vai se frustrar ao perceber a irrelevância da vaga, e vai querer ir embora…”. Poxa vida, quer dizer então que perder a chance de contar com um ótimo empregado, que certamente buscará realizar mais atividades visto que tem potencial, é melhor do que trazer um outro sem sal e sem graça, cuja vantagem é conformar-se com a mediocridade? Nossa, que desalentador!

Prefiro acreditar que a busca pela excelência é benéfica para todos! Se for para criar uma vaga irrelevante, talvez seja melhor nem criá-la, e sim agregar a função a outro colaborador. Agora, uma vez criada, que se busque o melhor profissional possível, pois certamente a recompensa valerá muito a pena. Xô, mediocridade!

Eng. William Mazza

*também realizo análises minuciosas de CV e perfil de Linkedin, além de ter bolado a “Estratégia de Recolocação Profissional do WMazza em 10 passos” – Conheça!!

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