De modo algum! Nesse post, explicarei por que a prática – tão comum por aí – não vale a pena, principalmente para aquele que se sujeita a ela.

Primeiro, é preciso saber que o custo de um funcionário para quem emprega no Brasil é quase proibitivo. São tantos encargos, que grande parte dos empresários busca alternativas de baratear seus custos (e aumentar lucros…), e uma delas é pagar parte do salário dos funcionários por fora, para prejuízo dos trabalhadores formais.

Pior ainda porque essa prática afeta várias esferas da vida do trabalhador: menor depósito de FGTS e consequente perda na multa rescisória se for mandado embora adiante; menores 13º e férias; possível piora do valor de aposentadoria no futuro (que já uma miséria!); desvalorização profissional, pois baixa a renda da pessoa na carteira de trabalho. Enfim, como se vê, uma série de desvantagens. Nem menciono participação nos lucros e previdência privada, pois as empresas que costumam adotar essas práticas passam ao largo desses temas.

Alguns mais inocentes até pensam: “prefiro receber uma parte por fora, pois o dinheiro vem direto para o bolso, assim posso guardar uma parte”. Falando é até bonito. Mas por favor, apresente-me uma só pessoa capaz de guardar esse “dinheiro extra”!! Bobagem, o recurso evapora sem dó também! Não é vantajoso, não adianta tentar convencer-se disso.

Claro, entendo que há pessoas sem opção: é isso ou nada! Dinheiro é necessário para sobreviver, independente se a origem é “por dentro” ou “por fora”, mas quem estiver passando pela situação deve ter bem claro o quanto está sendo prejudicado. Ciente da condição, não deve conformar-se e perpetuar o prejuízo, ao contrário, deve fazer tudo que estiver a seu alcance para procurar uma outra oportunidade que não lhe cause tanto malefício.

Eng. William Mazza

Anúncios