A mais nova moda no LinkedIn – colocar uma bolinha azul ao lado do nome de quem está sem emprego para indicar que a pessoa está à procura de trabalho – chegou com tudo e arrebatando multidões. Infelizmente, porém, entendo que a bem intencionada redondinha não ajuda em absolutamente nada na árdua missão de recolocação profissional. 

Arrumar emprego nesses tempos de crise é missão das mais difíceis! Tenho acompanhado a dificuldade dos bravos profissionais desempregados na busca incessante por uma nova oportunidade de trabalho. Muitos têm procurado melhorar o CV, lapidar o perfil do Linkedin e aproveitar o tempo disponível para melhorar o inglês e sanar falhas de formação. Mesmo assim, a minoria tem logrado êxito.

Já escrevi diversos posts com estratégias para encontrar emprego, mas confesso que falar é fácil, e difícil mesmo é colocar em prática tantos “faça isso” ou “faça aquilo” de vários como eu que têm a pretensão de orientar desempregados. Ao menos, já enfrentei o desemprego duas vezes e sei bem como é passar por essa fase tão dolorida e destruidora da auto-imagem.

A tal bolinha azul indica rapidamente o status do profissional. Mas de que adianta se os mecanismos de buscas, que são as ferramentas utilizadas por recrutadores para encontrar profissionais, não as identificam? Concordo que o recrutador nunca pode ficar em dúvidas se a pessoa está ou não desempregada, pois essa informação pode fazer toda diferença numa eventual vaga, mas os chavões “aberto a novas oportunidades”, “procurando novos desafios” e outros já respondem ao questionamento a contento.

A bem da verdade, a bolinha azul é neutra: não ajuda, nem atrapalha. Mas quando me recordo do filme Náufrago, onde o personagem principal estrelado por Tom Hanks, isolado numa ilha, apega-se a uma bola de vôlei como fiel e única companheira, penso que se ela estiver fazendo bem, animando um tantinho que seja aqueles que procuram por emprego, já está servindo para alguma coisa útil.

Eng. William Mazza

Anúncios