Minha vida profissional foi toda construída na indústria. Ao longo desses quase 15 anos tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas, de vários níveis hierárquicos. Confesso que entre vários personagens marcantes, os mais inusitados tiveram grande importância para o que me tornei hoje. Gostaria, então, de compartilhar um pouco dessas histórias e personagens.

 

1.       Ademir

a.       Local: São Paulo, capital

b.      líder de produção na época, hoje não sei. Trabalhava das 6 às 14 (aproximadamente) e cursava Direito à noite. Ao final da faculdade, já tendo que realizar o estágio obrigatório, saía de terno e gravata do vestiário e era zombado por muitos. Um cara genial. Não estranharia saber que hoje é concursado em alguma posição de destaque.

c.       Lição aprendida: nunca dê desculpas para não estudar; e os primeiros a rir são os mais ignorantes.

 

2.       Chicão

a.       Local: Santo André, SP

b.      operador de fundição. Tinha um filho com uma grave doença (torço para que o menino esteja bem!), sendo assim o plano de saúde da empresa não era só um “benefício”, mas sim a esperança de vida de seu menino. Chicão era o primeiro a chegar e o último a sair. Dizia-se em dívida com a empresa por tudo que ela tinha possibilitado à sua família. Na verdade, ninguém deveu nada a ninguém. As duas partes se beneficiaram igualmente.

c.       Lição aprendida: valorize ao máximo seu emprego atual e entregue sempre mais do que você custa para a empresa.

 

3.       João Batista (vulgo Formigão), ou seria Formigão (vulgo João Batista? Nem sei.

a.       Local: Poços de Caldas, MG

b.      Iniciou como operador e àquela altura era coordenador de produção. Um líder nato. Nunca vi tanta boa vontade numa pessoa só. “Não trabalho com cara ruim” – orgulhava-se.

c.       Lição aprendida: líder é o cara mais exigente, e não aceita a mediocridade como resultado seu e de sua equipe.

 

4.       Parafuso (apelido tão arraigado, que não me lembro ao certo o nome. Acho que era Marcos Pilingrini – in memoriam).

a.       Local: Poços de Caldas, MG

b.      A função dele era: “faz-tudo”. Preguiça não existia em seu vocabulário. Nunca vi ninguém mais polivalente. Bravo, mas com um coração que não cabia dentro de si. Deus o tenha em bom lugar.

c.       Lição aprendida: polivalência hoje em dia não é mais virtude ou qualidade, mas sim requisito de empregabilidade. Quem faz só o seu, está fora!

 

5.       Alex (o japonês).

a.       Local: Aparecida do Taboado, MS

b.      Supervisor de almoxarifado. Um cara simples, descendente de japonês, que passou uma temporada no Japão e voltou ao Brasil. Um trator. Deveria fazer o trabalho dele e de mais uns 5. Ainda irei buscá-lo para trabalharmos juntos novamente. Se estiver lendo isso, pode acreditar que vou.

c.       Lição aprendida: Aprendi que somente o trabalho duro e honrado são aceitáveis. Corpo mole é para os fracos.

 

5 funcionários de fábrica. 5 histórias de vida completamente distintas. Uma coisa em comum: muita dedicação e competência! Sou eternamente grato a vocês 5 (e a muitos outros mais…) por tudo que me ensinaram. OBRIGADO!

 

Eng.William Mazza*

 

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