Demissão: a cicatriz que nunca fecha


Algumas perdas na vida podem ser irreparáveis: um relacionamento, uma amizade, um ente querido, e por que não um trabalho? Muitas vezes, passam-se anos sem que a cicatriz de um desligamento se feche de verdade.

A maior angústia de um jovem é o que fará da vida e como vai garantir seu sustento. Uns privilegiados podem estudar e atuar naquilo em que escolherem, enquanto outros vão se agarrando nas oportunidades que a vida apresenta. É a luta pela sobrevivência.

Quando se é admitido numa corporação há uma alegria enorme: alguém está abrindo as portas e confiando em nossa capacidade! A dedicação passa a ser integral, já que passamos mais tempo cumprindo expediente do que com nossos familiares.

A vida passa a girar em torno dos frutos do trabalho. Viajar, casar, morar sozinho, ter filhos, tudo depende do salário obtido através do suor do rosto. Além disso, novas oportunidades surgem e horizontes mais prósperos nos enchem de sonhos e planos.

Mas aí vem o desligamento e o mundo desaba! Tudo parecia tão estável e duradouro. A rotina estabelecida dá lugar a um enorme vazio e sensação de impotência. Por quê? “Por que abriram mão de meus serviços?” – pensa-se. Sempre tão elogiado, tratado como referência para os demais, exemplo a ser seguido, e que de repente perde o valor do dia para noite. Não há quem se conforme!

É inevitável ficar magoado após uma demissão! Será que não caberia uma conversa a mais? Um pouco de paciência extra da chefia, talvez? Ou até uma bronca mas que deixasse claro quais os problemas enfrentados? Mas já é tarde! A decisão já está tomada e o profissional precisará reiniciar do zero numa outra corporação.

Também é difícil lidar com o fato de ter sido desligado. É sempre uma saia-justa explicar os porquês do que ocorreu, até por que muitas vezes não ficou claro o que se passou. Difícil convencer uma terceira pessoa, que nada sabe a respeito, de que tudo não foi um acaso do destino.

Meu primeiro apelo é para os tomadores de decisão. Aqueles que tem o poder de decidir destinos de profissionais e suas famílias. Pensem, repensem, deem mais chances, deixem claro o que desejam, e só utilizem da demissão naquele caso em que não há mais nada a fazer. Obviamente, manter um desinteressado trabalhando quando há tantos interessados aflitos por uma oportunidade também não faz sentido! Por isso, sejam prudentes e sensíveis ao difícil momento que o país atravessa.

Aos que ainda têm feridas abertas meu conselho é o seguinte: tente entender o que houve, e o que faria de diferente para não repetir os mesmos erros em futuras oportunidades. Perdoe os que puxaram seu tapete, sentiram-se inseguros com sua capacidade, foram insensatos e impacientes ou simplesmente te demitiram sem nenhum motivo decente! Carregar essa mágoa só faz mal a você! Demissão é página virada da vida! O importante é levantar a cabeça e seguir em frente, pois nem só de vitórias se vive, pelo contrário, é das derrotas que nos erguemos ainda mais fortes e determinados!

Foco, força e fé!

Eng. William Mazza

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