Quem conhece anúncios de emprego sabe que o tal do “inglês fluente” aparece quase sempre. A pergunta que se faz, entretanto, é: precisa mesmo ou é apenas um luxo desnecessário?

Preciso iniciar esse post afirmando que o tema em questão não é a importância ou não de saber falar inglês! Claro que é importante! Não só pela questão profissional, mas também por causa de vários outros contextos pessoais. Sou o primeiro a estimular quem quer que seja o estudo desse idioma, ok?

Voltando aos anúncios de emprego, percebo que pedir “inglês fluente” virou lugar-comum, mesmo quando há fortes indícios de que se trata apenas de vontade, e não de necessidade premente.

Entendo que em tempos de vacas magras há que se criar critérios mais apurados para seleção de pessoal, já que a quantidade de candidatos aumenta muito. Em igualdade de condições, é claro que qualquer um daria preferência aquele fluente em língua inglesa, afinal, vai que…

Pois é, cheguei ao ponto: “vai que” é bem diferente de necessidade. É verdade que o inglês é a língua dos negócios, ciência e tecnologia, mas os que conhecem o ambiente corporativo de perto sabem que a imensa maioria trabalha – muito bem, obrigado – passando ao largo do tal do inglês!

Diz a mensagem motivacional das redes sociais “contrate o caráter, treine as habilidades”. Concordo. Idioma se aprende, basta estudo e esforço. Deixar passar um ótimo candidato por algo que pode ser resolvido com relativa facilidade, não me parece atitude das mais inteligentes. Claro, óbvio que se a vaga tiver contato frequente com exterior não há dúvidas a respeito, mas em outros casos, dá muito bem para abrir mão desse luxo [muitas vezes] desnecessário.

Eng. William Mazza

*também realizo análises minuciosas de CV e perfil de Linkedin, além de ter bolado a “Estratégia de Recolocação Profissional do WMazza em 10 passos” – Conheça!!

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