O que a faculdade não me ensinou, mas o mercado de trabalho cobrou assim mesmo!


Faz 20 anos que sentei no banco da universidade pela primeira vez. Cheio de expectativas e sonhos, não tinha lá muita ideia do que viria pela frente, nem imaginava como aquela experiência mudaria minha vida para sempre. Apesar de tudo, alguns anos depois, já no mercado de trabalho percebi que alguns temas importantes não foram abordados em aula, mas seriam extremamente importantes no dia a dia da empresa.

Cumprimento de horários

Na faculdade, normalmente o percentual de presença exigido é de no mínimo 70% de frequência! Isso sem falar que alunos entram e saem na hora em que bem entenderem. No caso do ambiente corporativo, a presença requerida é de 100%, de preferência cumprindo horários à risca. Aprendi essa regra rapidinho.

Respeito à hierarquia

Eu nunca fui do estilo que desrespeitava a figura do professor, quer dizer, pelo menos eu pensava que não. Como vários outros estudantes, eu batia papo durante algumas aulas consideradas chatérrimas, e entrava e saía de classe sem muita cerimônia. Obviamente, isso é sim uma grande falta de respeito! Nas empresas, aqueles que repetem esse procedimento com seus chefes não o farão mais que duas ou três vezes durante reuniões de trabalho.

Nota mínima não é suficiente

Confesso que durante a graduação, tentando administrar a enormidade de créditos que eu cumpria por semestre, meu objetivo principal era garantir a nota mínima para ser aprovado, junto com a frequência. Ao iniciar a carreira em empresas, rapidamente aprendi que fazer o mínimo não é o bastante para ascender profissionalmente. Fazer o melhor não é obrigação, mas certamente é o único caminho para ser considerado para desafios ainda maiores.

Estudo é importante, mas não é tudo

Na academia, entendemos que o esforço pelo conhecimento é fundamental. De fato, é claro que é importante, mas nas corporações encontramos outras pessoas que às vezes não esbanjam conhecimento técnico, mas apresentam habilidades fundamentais na dinâmica corporativa: inteligência social, jogo de cintura, lealdade e muita responsabilidade no trato de seus afazeres. Qualquer um pode ser a reencarnação do Einstein, mas sem essas competências não irá longe!

Geopolítica corporativa

Essa deveria ser disciplina obrigatória do currículo de qualquer graduação! Entender o fluxo dos caminhos decisórios, a influência de certos departamentos, os conflitos de interesses entre “ir por aqui ou ir por ali”,  a relação da empresa com os entes do Estado y otras cositas más. Os professores universitários seriam ótimos ao lidar com esses temas, pois a própria universidade é um centro perfeito de formação de “mestres” e “doutores” nessa geopolítica.

De qualquer forma, a universidade também trouxe grandes aprendizados, mas por questão de tempo e espaço, fica para um próximo post. Obrigado!

Eng. William Mazza

*também realizo análises minuciosas de CV e perfil de Linkedin, além de ter bolado a “Estratégia de Recolocação Profissional do WMazza em 10 passos” – Conheça!!

 

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8 comentários em “O que a faculdade não me ensinou, mas o mercado de trabalho cobrou assim mesmo!

  1. Olá WMazza.
    Excelente post. Muito verdadeiro e acima de tudo, muito atual.
    Se me permite acrescentar, também não nos ensinaram que, no bar depois da aula, aquele chopp à mais não significava nada. Uma bebedeira ou outra até era bem vista entre os colegas…
    Porém, no mundo corporativo…. pra bom entendedor, pingo é letra !!

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