Sabe aquele ponto de virada que existe em filme? Que o mocinho se liga que ama a mocinha, pega um táxi no meio da rua, compra flores do caminho e vai correndo atrás dela no aeroporto? Aconteceu comigo faz uns anos.

Olhava pra agência, pros clientes, pra mim, meu pro meu ritmo de vida. Olhava todos meus potenciais e pensava “preciso sair correndo daqui”. Mas como nem tudo funciona como um filme, a mocinha não estava me esperando sorridente. Tentei três vezes sair de onde estava e empreender. Toda vez que meu telefone tocava com uma oportunidade no mundo “tradicional” do emprego, eu ia. Não me culpo e nem culpo ninguém por isso, vivemos em tempos difíceis, as contas chegam debaixo da porta, sei bem.

Foi quando minha terapeuta na época me incentivou a buscar alternativas para sair da bolha que me sentia presa, mesmo que continuasse dentro dela. Tentar fazer a saída gradual, planejada. Aquela coisa que as revistas de carreira dizem. Foi quando percebi que podia SIM ter plano A, B, C. Marketing digital de um lado, fotografia de pessoas de outro. Estudar, economizar e me entender era uma tríade fundamental antes de tentar.

Estudar para adquirir ferramentas. Foram horas e horas de autodidatismo em empreendedorismo, livros, pessoas que conversei. A oportunidade de empreender numa agência, que hoje considero um BAITA estudo. Fiz um curso profissional de fotografia todos os sábados durante um ano, das 9h às 17h, mesmo em semanas exaustivas dentro de agências. Depois do curso, eram jornadas de 16 horas na agência + festas/ ensaios de final de semana para fotografar.

Economizar para ter alguma saúde financeira. Menos roupas, menos luxos, menos viagens de feriados. Inclusive abri mão de algo que usei a vida toda, meu carro. Foi roubado e resolvi não comprar outro. Toda vez que estou com cólica no ponto de ônibus penso que não vejo como sacrifício, vejo como foco.

Me entender foi a parte mais difícil. Ser fotógrafa e continuar ajudando as pessoas a fazerem projetos digitais. Essa inquietude, essa vontade de fazer diferente dos modelos que conheci, esse ranço declarado de agência e sua falta de entrega, de falta de respeito com pessoas, prazos e processos. O mercado digital cada vez na mão de profissionais que me dão medo. O marketing das empresas cada vez mais desamparado, descrente. Toda essa minha vontade de não ter chefe, nem sócio, de simplificar algo que o mercado publicitário tornou uma bola de neve. Perdemos a concorrência e a vida durante uma semana e tudo bem? Não precisa ser assim! O cliente não entende de digital e isso é bom? Não precisa ser assim! A criação tem que madrugar por um salário baixo? Não precisa ser assim!

Vivi numa família que sempre me apoiou a fazer o que me faz feliz e ponto. Nasci no modelo tradicional de carteira assinada, papai de multinacional (nada rico), mas tive a sorte imensa de nunca ter ficado desempregada nenhuma semana, de não ser cobrada de carreira linear por ninguém. Mesmo assim, o medo de ficar sem dinheiro, a necessidade inconsciente de me encaixar em modelos toscos e autoritários de empresas, a confusão de ter duas carreiras. Tudo isso me fez recuar várias vezes. Mas o me entender foi mostrando que eram crenças limitantes. Doeu muito insistir nelas ou dizer adeus. Afinal, o conceito de sucesso é tão reproduzido na tevê, nas fotos de redes sociais, mas pouco sentido pela maioria das pessoas, não é mesmo? Daí na busca eu descobri: qual o problema em ser tudo que eu puder ser? O que vale é o meu sentimento interno de sucesso.

A parte mágica, de filme, entra quando comecei a ver que não estava sozinha. Muita gente estava na mesma sintonia, de fazer diferente, afinzonas mesmo. E o melhor é que os clientes que querem estratégias digitais e não querem agências começaram a me ajudar a construir esse novo modelo. Hoje trabalho apenas com empresas que venho ajudando em projetos digitais com meu melhor e que tenho a certeza de construir um case. Muito mais do que clientes, porque eles enxergam valor no meu trabalho, me respeitam e me ajudam demais a sair do modelo mental antigo. Ele não faz mais sentido para MUITAS pessoas. Ufa!

Se eu tivesse que descrever como está sendo a minha vida atualmente, diria que me sinto como Walter Mitty, que fez de um ponto de virada a sua oportunidade de escrever sua nova história, de colocar o melhor da imaginação pra fora. Aliás, filme imperdível para quem quer pensar sobre zona de conforto. Trailer aqui.

“Ver o mundo e os perigos que virão, ver por trás dos muros, chegar mais perto, encontrar o outro e sentir. Esse é o propósito da vida”, (filme Walter Mitty).

Se você quer saber mais…
Não sou consultora, não sou guru digital, muito menos quero ter ou ser agência. Sou josiemoraes, apenas uma menina aquariana, empreendedora e independente. 😉

Na parte estratégica digital, o custo é por hora. Daí depois monto o escopo da rede, mas só depois de pensar, planejar, fazer imersão. Meu foco não é tático apenas, por isso, não faço post, nem banner, nem mídia e não trabalho apenas com rede social. Eu penso em estratégias digitais. Depois acompanho o trabalho de quem confio, mas com total liberdade do cliente falar com a rede e tocar as coisas.

Se você quiser saber mais, solicite sua apresentação aqui: http://josiemoraes.com.br/

Sobre o trabalho em rede
Vivi a vida toda escutando que você tem que ganhar porcentagem em indicações e vendo agências multiplicarem por 400 vezes o valor do trabalho do freela. Pra mim é um modelo antigo. Por isso, não ganho nada pelo trabalho da minha rede, méritos são todos de cada profissional de mídia, criação, atendimento, programação. O que me deixa mais feliz hoje é saber que estou dando oportunidade para outras pessoas que querem trabalhar com consistência, mais briefing e construindo histórias junto com os clientes. Tenho cadastrado mais de 50 profissionais de diversos perfis que estou contando para projetos e indicações. A maioria quer viver sem modelos tradicionais, que é o que busco como rede.

Se você quiser se cadastrar, acesse aqui meu Formulário de Rede de Contatos.

Ahhhhh mas e a fotografia Josie?
Vai muito bem, obrigada! Lá eu sou a Jô Moraes!
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E ainda tem as fotos para empresas:
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Josie Moraes

Estrategista e planner digital (empreendedora)

Contato: josie@josiemoraes.com.br

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