Manhã de domingo ao sul do mundo. E se há algo que desempregado não gosta é de fim de semana. Soa egoísta, mas no afã de que algo aconteça o sábado e o domingo só atrapalham. Mesmo que seja o momento de estar com família aproveitando o filhinho, a cabeça fica maquinando os próximos movimentos.

De qualquer forma, mesmo sendo um dia sem muita utilidade para os disponíveis no mercado, é um momento de avaliar o que houve de positivo e registrar no diário. Nos últimos dias, minha família saiu de férias. E eu fui junto, ainda que não possa dizer que esteja de férias (mesmo que muita gente queira considerar assim). Como fomos para uma região de meu grande interesse profissional, eu não deixaria passar essa oportunidade de sentir a cidade.

Na página de hoje deste diário gostaria de pincelar algo que muitas vezes me vejo pensando: na Casualidade e superstições. Sim, Casualidade em maiúsculo.
Cada processo seletivo que a gente é convidado não deixa de ser uma caixinha de surpresas. Não sabemos quantos candidatos foram selecionados, como serão dos desafios dos processos, o que o avaliador espera ouvir e se o tratamento é recíproco. E há situações que me chamaram muito a atenção, que foram fatos que aconteceram nos dias em que fiz processos onde fui aprovado.

A primeira história peculiar aconteceu quando tinha entrevista marcada no interior do Paraná. Sem muito dinheiro e experiência, me pareceu mais interessante pegar ônibus e fazer baldeações até a cidade. Nada de hotel. Descer em Curitiba, comprar passagem para outra cidade, em outra cidade pegar ônibus urbano até o local da entrevista. Tudo planejado com poucas horas de folga. Só não contava com acidente na serra e ficar quatro horas bloqueado na estrada, e em trecho sem marginal. Por sorte, pelo menos havia sinal telefônico. Consegui explicar o que houve e foram bastante compreensivos.

A outra situação foi numa cidade mais próxima, mas com carro próprio. Nada de acidente. Só sol no asfalto refletindo nos olhos. Algo que me atordoa e desgasta um pouco mais. Mas nada que não se resolva. E vamos para os testes, e vamos para a conversa com a psicóloga e com o responsável pela vaga. Entrevista concluída, entro no carro, alongo o pescoço para aliviar a tensão e… percebo que minha camisa estava abotoada pela metade. Que vergonha! A vaga foi pro espaço. Só que não, e poucos meses depois estava no escritório relembrando essa situação inusitada.

Lógico que não faz sentido algum atrelar sucesso em processos e entrevistas a coincidências do tipo. Mas acaba que muita gente tem tido tanto insucesso, que sempre procuram apegar-se a algum sinal nas entrelinhas do dia a dia. Algum augúrio.
E voltando ao começo desse relato e pegando um gancho da página anterior do diário (clique aqui), acabei comprando um chip telefônico na cidade que visitamos. E não é que os números finais são praticamente os mesmos do meu telefone local? Seria isso um sinal? Nada é por acaso.

 

André Luiz Madeira

Engenheiro Eletricista

Contato: andremad@gmail.com

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