São quase 10 anos utilizando o Linkedin ativamente. Hoje, tenho mais de 40 mil conexões. Muitos acertos, mas bastante erros também. É preciso ter a humildade de reconhecê-los, e não cometê-los novamente.

 

Fiz muito SPAM

Escrevi centenas, talvez milhares de posts. Em muitos deles, dei mention (@Fulano, @Ciclano…) de muita gente, com o objetivo de chamar a atenção deles para meus materiais. Sempre achei que não estava fazendo nada demais, até receber um feedback bem duro de uma amiga, que me explicou o quanto irritante isso é. Depois de pensar bastante, concluí que ela estava certa e nunca mais adotei essa prática.

 

Escrevi posts bestas para receber likes

De tanto escrever posts, em determinado momento você sabe muito bem o que dá público e o que não dá. A tentação de escrever o que gera likes é muito grande, e confesso não ter resistido em diversas vezes. Hoje, só posto aquilo que realmente entendo que agregue valor e que faça sentido dentro de minha atuação na rede.

 

Já adicionei gente nada a ver na minha rede

A rede de contatos é algo muito importante. Alguns defendem que quanto maior a diversidade profissional, melhor. Pode até ser, mas das quase 10 obras que li, em Português e Inglês, todos especialistas são unânimes que é furada, ou seja, rede boa é rede com afinidades profissionais. Claro, meu trabalho como orientador de carreiras necessita de um público extenso e heterogêneo, mas acho que em alguns momentos, exagerei na dose. Há algumas centenas de conexões minhas que absolutamente nunca interagiram comigo.

 

Já cedi à GESTAPO do Linkedin

Chamo de GESTAPO aqueles usuários que se autointitulam como os que definem o que pode ou não ser publicado no Linkedin. Assim como  a polícia política nazista, saem à caça de usuários que não estão alinhados aos conteúdos que julgam pertinentes. Já deletei diversos posts, e me intimidei com a reação desproporcional que esses cyberpsicopatas proporcionam. Hoje, porém, é beijinho no ombro para eles.

 

Já achei que ser ativo é curtir o que os outros fazem

Outro erro crasso na plataforma. Não criar nenhum conteúdo, e entender que curtir e compartilhar posts alheios é a melhor maneira de ficar ativo. Bobagem! A melhor forma de atuação é criando conteúdo e interagindo com os demais usuários da rede. Seu nome só gira no Linkedin através do que você produz, não só do que compartilha. Levei anos para entender, mas entendi e não abro mão de criar meu próprio conteúdo.

 

Enfim, esses foram os equívocos principais. Certamente há outros menos relevantes. O mais importante, contudo, é ter a capacidade de ouvir feedback e se reinventar. Foi o que eu fiz, e não me arrependo. Errar é humano, persistir no erro, no entanto, é burrice.

 

Eng. William Mazza

contato: wmazza@bol.com.br

*também realizo análises minuciosas de CV e perfil de Linkedin, além de ter bolado a “Estratégia de Recolocação Profissional do WMazza em 10 passos” – Conheça!

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